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Arrogância, veneno da excelência e inimigo da liderança

Liderança, Publicado por Silvanews em 23/01/2018
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Mais do que nunca, hoje para quem quer firmar-se na vida profissional não basta ser bom no que faz, nem se contentar simplesmente em atingir as expectativas alheias. É preciso mais. É preciso tudo. É preciso ser o melhor. Esse imperativo da excelência passou a ser regra, meta a ser atingida (e quiçá superada) de empresas e profissionais que pretendem ser reconhecidos no ramo em que atuam.

É verdade também que não há nada mais importante para a liderança do que o reconhecimento para motivar a ação; Nada mais essencial do que um motivo real de conquista para nortear e instigar a realização de determinada meta. E, nesses dois quesitos, não há quem tenha maior destaque que não o imperativo da excelência. No entanto, quando a excelência faz parte de um movimento de inércia, de uma busca desmedida sobre a qual não se reflete a respeito, acaba descambando para a arrogância e por encobrir-se na ignorância. E quando se atinge este patamar, pode-se ter certeza que se chegou a uma das piores armadilhas para a efetiva liderança e a sólida excelência.

O caminho para a excelência envolve inúmeras variáveis, muitas delas específicas à realidade de cada empresa e/ ou empreendedor, mas passa, inevitavelmente, pela humildade. Desse preceito, não há como fugir. Excelência e arrogância são incompatíveis e anulam-se entre si. Isso porque o primeiro passo para o aprimoramento envolve reconhecer que não se sabe, ou que é preciso melhorar algo. Excelência envolve aprendizado, treino e aprimoramento constante de uma determinada habilidade. Na arrogância, tudo já é sabido, não há espaço para críticas construtivas nem possibilidade para meditar sobre aquilo que se ouve.

Como pode, então, ser possível obter os melhores resultados, desenvolver as mais eficientes competências em determinada área e alcançar a efetiva liderança quando não se está aberto a novos conhecimentos?

Excelência envolve dar o máximo de si, superar-se a cada ato, até atingir o patamar máximo da eficiência, ou, simplesmente, ser ‘o melhor’. Mas envolve também quebrar a cara e ter a humildade para compreender que, muitas vezes, os erros serão necessários para acumular as experiências que nos fortalecerão e nos serão úteis no futuro. Na medida em que não se admite e, muitas vezes, nem sequer se enxerga os próprios erros, a busca pela máxima eficiência esbarra na arrogância e, assim, essa tão requisitada qualidade passa a estar condenada à decadência ou, no mínimo, à estagnação.
Excelência é o imperativo máximo de quem quer tornar-se líder.

É o motivo da ação que permite atingir metas reais. Mas é, sobretudo, o campo em que o aprimoramento contínuo deve ser a necessidade primeira e a humildade, a chave da questão.

nano
Publicado por: Silvanews
Em: 23/01/2018

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